10 de setembro de 2020 ADM0

Uma vida intensamente dedicada a ciência


João vivia e transpirava ciência: como pesquisador, orientador, administrador e gestor científico, professor e divulgador. É impossível resumir seu curriculum. Me atenho a aspectos de seu perfil que talvez sejam menos conhecidos pelos astrônomos mais jovens.

Participou de órgãos governamentais como a Secretaria Nacional de Ciência e Tecnologia, criação dos Parques Tecnológicos do Estado de São Paulo, Direção do INPE, direção Instituto de Estudos Avançados (IES/USP) e do IAGUSP. Teve condecorações como Comendador da Ordem do Rio Branco em 2001 e nos EUA como Membro Honorário da American Astronomical Society, em 2018. Teve participação ativa na SBPC ao longo de muitos anos.

Ele foi um dos fundadores da SAB, teve papel chave na transformação do OAB em Laboratório Nacional de Astrofísica, na entrada do Brasil no consórcio Gemini, na criação do telescópio SOAR e agora na entrada do Estado de São Paulo no Telescópio Gigante Magalhães.

Sua fama atraiu muitos jovens para a Área de Astronomia. Formou uma geração de mestres e doutores de primeira linha, alguns deles com emprego no exterior.

Como educador, sempre levantou o entusiasmo dos alunos. Suas aulas do curso Astronomia uma Visão Geral, do IAGUSP, foram gravadas pela TV Cultura e têm mais de 1 milhão de downloads. Alguém precisa desvendar o segredo de como um curso de nível universitário pode atingir tamanha audiência no Brasil. Ele estava mantendo um curso semi-presencial de formação de professores de grande sucesso no Estado de São Paulo. Foi um dos participantes da série primorosa de vídeos científicos – Fascínio do Universo – feitos na colaboração GMT-UNIVAP que será lançado em breve.

Seu porte grande de alemão podia até despertar um certo receio nos mais desavisados, mas sabia fazer crianças pequenas felizes, principalmente bebês de colo.

Os indígenas brasileiros dizem que quando uma pessoa morre, ela vira uma estrela. Não se assuste se encontrar uma nova estrela de PRIMEIRA MAGNITUDE no céu.

A Sociedade Astronômica Brasileira manifesta seu pesar pela perda de seu colega João Evangelista Steiner. Nossas condolências aos familiares e amigos.



15 de agosto de 2020 ADM0

A Sociedade Astronômica Brasileira manifesta seu pesar pela perda de seu sócio Irineu Gomes Varella. Nossas condolências aos familiares e amigos.


Neste 15 de Agosto recebemos a triste notícia do falecimento do colega e amigo Irineu Gomes Varella deixando um grande legado em ensino e divulgação da Astronomia.

O Irineu graduou-se em Matemática e Física pela USP no final dos anos 70. Ainda nos tempos de faculdade, já era Professor no Planetário Municipal de São Paulo.

Concluindo sua graduação, iniciou uma Pós-graduação em Astrometria no IAG-USP, onde também, colaborou durante muitos anos, com a elaboração do Anuário Astronômico desse Instituto.

No início da década de 80 assumiu o posto de Diretor do Planetário Municipal de São Paulo onde permaneceu até 2002.

Em 2010 concluiu o curso de Especialização em Astronomia na Universidade Cruzeiro do Sul.  Em 2017 concluiu seu mestrado no IAG-USP.

Ao longo de toda sua vida, dedicou-se com muito amor e intensidade ao ensino e a divulgação científica, tanto no que diz respeito ao contato com o público como nos bastidores junto a inúmeros outros colegas com quem compartilhava as mesmas intenções e objetivos

Proferiu ao longo de sua vida, um número incontável de aulas e palestras em todos os níveis, dando uma contribuição enorme para o desenvolvimento da Astronomia em nosso país.



A Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) vem a público para corrigir graves erros de Astronomia presentes na matéria “Ponto ao lado do Sol é destaque na Previsão do Tempo”, veiculada em 2017 pelo programa Bahia Meio Dia da TV Bahia. O vídeo tem sido compartilhado em vários momentos nas redes sociais, dando a entender que seja uma transmissão recente. Devido aos erros ali presentes, julgamos por bem esclarecer alguns pontos fundamentais.

Ao contrário do que o programa afirma, o ponto apresentado ao lado do Sol não é o planeta Marte, mas sim muito provavelmente um reflexo do próprio Sol sobre a lente da câmera. Presentemente, Marte está visível à noite nos céus da Bahia, a partir das 01 horas de Brasília, deixando de ser visível quando o Sol nasce. Ainda, não há qualquer sentido na explicação apresentada pela jornalista acerca de a Terra se afastar do Sol no inverno e entrar na órbita de Marte. Os planetas do Sistema Solar não cruzam as órbitas uns dos outros, as quais são suficientemente distantes entre si. Cabe ainda esclarecer que o inverno não é causado pela distância da Terra ao Sol, mas sim devido à inclinação do equador da Terra com respeito ao seu plano orbital, que faz com que os raios solares incidam mais inclinados nesta época do ano no hemisfério sul.

A SAB desconhece quem seja o Sr. José Carlos, citado como astrônomo consultado pela equipe do programa Bahia Meio Dia. A falta de sobrenome e de instituição ao qual está filiado não nos permite concluir que a pessoa consultada seja, de fato, um astrônomo, ou sequer que exista.

Aproveitamos para ressaltar que a SAB está à disposição da Imprensa para quaisquer dúvidas referentes a matérias sobre Astronomia.



7 de agosto de 2019 Thiago Signorini Gonçalves1

A Diretoria da Sociedade Astronômica Brasileira vem a público para declarar seu apoio ao Diretor do INPE, Dr. Ricardo Galvão, bem como ao corpo técnico do INPE em face à recente polêmica envolvendo o governo federal e a divulgação de indicadores acerca do desmatamento na Amazônia produzidos pelos programas de monitoramento sistemático deste instituto.

O INPE é reconhecidamente a instituição brasileira mais capacitada ao tratamento de dados de sensoreamento remoto. Sua experiência nessa atividade acumula mais de 40 anos de pesquisa sistemática, o que por si só já merece atenção cuidadosa.

Preocupa-nos ainda o modo com o qual diversas estruturas do governo federal vem desprezando ou diminuindo as informações e dados colhidas pelos Institutos Federais de Pesquisa e Universidades Públicas, enxergando motivações ideológicas em todos aqueles recortes da realidade que não corroborem sua própria visão de mundo. Dados não comportam viés ideológico, especialmente séries históricas, calcadas em uma mesma metodologia, reconhecida por organismos internacionais e referendada por medições independentes, como é o caso das medidas de desmatamento realizadas pelo INPE com base nos satélites espaciais.

Governos anteriores já descuidaram da devida atenção ao Meio Ambiente. Todavia, o atual aumento na taxa de desflorestamento surge como consequência direta das políticas implementadas pela atual gestão, que vem concedendo permissão para mineração em áreas indígenas, flexibilizando demasiadamente a concessão de licenciamentos ambientais, sucateando órgãos de defesa ambiental e promovendo alterações no Código Florestal. O problema torna-se agudo neste até mesmo pela total falta de diálogo dos ministérios com a sociedade científica.

Os dados coletados pelos cientistas do INPE mostram uma realidade que não deve ser escondida, por impactar a vida de toda a sociedade, e não apenas no Brasil. A destruição do ecossistema amazônico levará ao colapso a estabilidade climática na América do Sul, aumentando drasticamente a estiagem no Sudeste brasileiro, onde se encontram boa parte dos reservatórios hídricos. Além da perda irreversível da diversidade biológica, corremos o risco concreto de condenar o futuro socio-econômico da região mais próspera do país.

Exortamos o Governo Federal e seus representantes a deixarem de lado suas preconcepções sobre a realidade e atentarem aos dados produzidos pelos acadêmicos e pesquisadores que se especializaram em suas respectivas áreas. A interpretação ideológica da realidade não pode fugir das evidências coletadas na natureza e na sociedade. O sucesso das políticas públicas depende da observação constante dos indicadores socio-econômico-ambientais produzidos pelos órgãos competentes, por pessoal qualificado.

E, finalmente, repudiamos profundamente que o resultado final dessa questão já se configura como uma intervenção no INPE, com a demissão nesta sexta-feira, dia 2 de Agosto, do Diretor Ricardo Galvão.

Diretoria da Sociedade Astronômica Brasileira



10 de abril de 2019 Thiago Signorini Gonçalves1

Imagem do buraco negro supermassivo no centro de M87 obtida com o Telescópio Horizonte de Eventos. Créditos: Event Horizon Telescope Collaboration

Por Oswaldo Miranda, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)

Astrônomos conseguiram produzir a primeira imagem de um buraco negro, estabelecendo uma nova etapa para estudo e compreensão desses objetos, que são os mais enigmáticos do universo.

A imagem apresentada, durante conferência realizada nesta quarta-feira, 10 de abril de 2019, mostra um halo de poeira e gás, traçando o contorno do buraco negro que se encontra no centro da galáxia M87, a 55 milhões de anos-luz da Terra.

O buraco negro em si – um “poço de potencial” do qual nem a luz e nem a matéria podem escapar –  é invisível. Mas as imagens produzidas levam os astrônomos ao seu limiar pela primeira vez. Isto é, permitem “iluminar” a região próxima ao horizonte de eventos – a chamada fronteira de não retorno do buraco negro.

A imagem inovadora foi obtida pelo Telescópio Horizonte de Eventos (Event Horizon Telescope – EHT), uma rede de oito radiotelescópios que vão desde a Antártida até a Espanha e o Chile, em um esforço envolvendo mais de 200 cientistas ao redor do planeta.

O EHT capturou a radiação emitida pela matéria que circunda, na forma de um disco, o buraco negro. A matéria é aquecida a bilhões de graus à medida que gira ao redor do buraco negro antes de desaparecer no seu interior.

A aparência em forma de crescente, da auréola na imagem obtida, surge por causa das partículas que estão no lado do disco voltado em direção à Terra. Elas são lançadas na nossa direção e por isso ficam mais brilhantes. A sombra escura, na região central da imagem, marca a borda do horizonte de eventos, além do qual nem a luz consegue escapar da atração gravitacional do buraco negro.

O EHT alcançou a sensibilidade necessária combinando dados de oito dos principais rádio observatórios do mundo, incluindo o “Atacama Large Millimeter Array” (Alma), no Chile, e o telescópio Pólo Sul, criando um radiotelescópio efetivo do tamanho da Terra.

Quando as observações começaram, em 2017, o EHT tinha dois alvos principais. O primeiro, era Sagitário A*, o buraco negro no centro da Via Láctea, que tem uma massa da ordem de 4 milhões de massas solares. O segundo alvo, que produziu a imagem, foi o buraco negro supermassivo na galáxia M87, que possui o equivalente a 6 bilhões de massas solares.

O sucesso do projeto dependia de diversos fatores, como céus claros em vários continentes simultaneamente, além de coordenação altamente precisa entre as oito diferentes equipes. As observações nos diferentes locais foram coordenadas usando relógios atômicos com precisão de um segundo a cada 100 milhões de anos. O grande volume de dados gerados também foi sem precedentes. Em uma noite, o EHT gerou dados suficientes para preencher meia tonelada de discos rígidos.

As observações também forneceram um dos testes mais rigorosos para a teoria da relatividade geral de Einstein. A forma arredondada do “halo” do buraco negro, observado pelo EHT, está em acordo com as previsões da teoria de gravitação de Einstein.

Com as imagens geradas, e as que serão produzidas no futuro, será possível entender mais sobre a origem dos jatos que são lançados dos pólos, de alguns buracos negros, com velocidades próximas a velocidade da luz. Certamente, novos e interessantes resultados serão produzidos ao longo dos próximos anos pela equipe do EHT.



27 de março de 2019 ADM0


It is widely recognized that large-scale long-term science collaborations deliver lasting benefits to participating nations. Most of these collaborations require large infrastructure. As is done in Europe, the coordination of resources for these large infrastructures among different countries in Latin America is desirable in order to optimize efforts. With the support of many countries and institutions, the initiative for a Latin American Strategy Forum for Research Infrastructure (LASF4RI) was presented at the Meeting of the Iberoamerican Ministers for Science and Technology last year, and was included in the final declaration that was ratified at a subsequent meeting of the Heads of State. This 2-day workshop is the first step in bringing together the LA scientific community to discuss these issues with heads of funding agencies (taking advantage of the meeting of the Global Research Council at FAPESP), with major science policy makers and also with representatives of large collaborations in the region in the areas of  Particle Physics and Cosmology.

There is no registration fee.

Confirmed Speakers:

  • João Luiz Azevedo (President of CNPq, Brazil): Roundtable
  • Xavier Bertou (CNEA/CONICET, Argentina): ANDES
  • Lidia Brito (Director of UNESCO Montevideo Office): UNESCO perspectives
  • Marcela Carena (Fermilab & University of Chicago, USA): Conclusion
  • Carlos Henrique Brito Cruz (Science Director of FAPESP & UNICAMP, Brazil): FAPESP Strategy for Research Infrastructures
  • Sebastián Eslava (Director of Innovation and Technological Development, Colciencias, Colombia): Roundtable
  • Nigel S. Lockyer (Director of Fermilab): Fermilab and the P5 Process
  • Luciano Maiani Universitá di Roma, Italy): European-Latin American cooperation
  • Salvatore Mele (CERN, Switzerland): CERN and the European Strategy in Particle Physics
  • Claudia M. Guerrero Monteza (Director of Cooperación Internacional of SENACYT, Paraguay): Roundtable
  • Oscar Cóbar Pinto (General Secretary of Guatemala Funding Agency and Programa Ibero-Americano de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento – CYTED, Guatemala): Roundtable
  • Fernando Quevedo (Director of ICTP-Trieste, Italy & Cambridge University, UK): Introduction to LASF4RI
  • Antonio José Roque da Silva (Director-General of National Center for Research in Materials and Energy-CNPEM, Brazil): The Sirius Synchrotron Light Source: an open research infrastructure
  • Rogério Rosenfeld (IFT-UNESP/ICTP-SAIFR, Brazil): Introduction
  • Giorgio Rossi (Universita di Milano, Italy): ESFRI Strategy for Research Infrastructures
  • Jorge Tezon (Development Manager of CONICET, Argentina): Roundtable
  • Mark Thomson (Executive Chair of Science and Technology Facilities Council-STFC, UK)STFC and GSO Strategy for Research Infrastructures

Roundtable: How Latin American research funding agencies could work together on sharing and strategizing on Research Infrastructures?

Panelists:

  • Oscar Cóbar Pinto (General Secretary of CYTED – (session chair))
  • Sebastián Eslava  (Director of Innovation and Technological Development of Colciencias, Colombia)
  • Claudia M. Guerrero Monteza (Directora de Cooperación Internacional of SENACYT, Paraguay)
  • Jorge Tezon (Gerente de Desarrollo of CONICET, Argentina)
  • João Luiz Azevedo (President of CNPq, Brazil)

Organizers:

  • Marcela Carena (Fermilab & University of Chicago, USA)
  • Carlos Henrique de Brito Cruz (FAPESP & UNICAMP, Brazil)
  • Marta Losada (Universidad Antonio Narino, Colombia)
  • Fernando Quevedo (ICTP-Trieste, Italy and Cambridge University, UK)
  • Rogerio Rosenfeld (IFT-UNESP/ICTP-SAIFR, Brazil)

More Information | http://www.ictp-saifr.org/workshop-on-the-latin-american-strategy-forum-for-research-infrastructure/



12 de setembro de 2017 Thiago Signorini Gonçalves1

Os associados da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) aprovaram por unanimidade uma moção pela manutenção dos investimentos em Educação, Ciência e Tecnologia no Brasil. A moção foi lida durante a última Reunião Anual da Sociedade, realizada em São Paulo entre os dias 4 e 8 de setembro.

No texto, a SAB critica os cortes e contingenciamentos recentes no MCTIC, que ameaçam o futuro da pesquisa científica no país. O texto completo da moção pode ser visto abaixo.



26 de julho de 2017 Thiago Signorini Gonçalves0

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) comunica a abertura de processo de seleção de um novo Diretor para o Observatório Nacional (ON).

Interessados em candidatar-se ao cargo devem enviados os documentos necessários até o dia 25 de agosto.

Para acessar o edital, clique aqui.

Edital de Retificação, clique aqui.


 

Edital

Retificação



5 de junho de 2017 Thiago Signorini Gonçalves0

Por Douglas Martins, Eduardo Pereira e Thiago Signorini Gonçalves

Telescópios espaciais Hubble e Chandra observam galáxia perdendo seu gás (visto em azul na imagem) devido à interação com o meio intra-aglomerado. Créditos: NASA, ESA, CXC.

A superpopulação pode ser fatal para uma galáxia rica em gás. Em pesquisa recente, astrônomos da Universidade de São Paulo mostraram que galáxias podem perder todo o gás ao atravessarem um aglomerado, “morrendo” no processo. A equipe utilizou supercomputadores para simular o efeito.

Os aglomerados de galáxias são as maiores estruturas conhecidas no Universo. Estes conjuntos cósmicos podem conter centenas ou até mesmo milhares de galáxias, como uma metrópole superpovoada. Além de galáxias, os aglomerados são compostos por matéria escura – maior responsável pela força que mantém as galáxias ligadas – e por um gás quente e difuso que permeia a estrutura conhecido como meio intra-aglomerado.

À medida que novas galáxias são capturadas pelo aglomerado, o meio intra-aglomerado provoca sobre elas um forte vento capaz de varrer o gás de seu interior, como o vento sentido por um ciclista em seu rosto ao viajar em alta velocidade. Desse modo, galáxias ricas em gás acabam tendo sua estrutura drasticamente modificada ao atravessar o aglomerado. Esse gás é o combustível necessário para formar novas estrelas, e quando acaba podemos dizer que a galáxia está “morta”, incapaz de gerar novos astros.

A dupla de astrônomos Rafael Ruggiero e Gastão Lima Neto do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas, da Universidade de São Paulo, se propôs a investigar as mudanças sofridas por galáxias ao cruzarem estes ambientes tão densos. Para isso, efetuaram uma série de simulações computacionais utilizando as equações que governam a interação entre as galáxias e o gás quente do meio intra-aglomerado.

As simulações mostraram que a perda de gás das galáxias que atravessam o aglomerado depende da densidade da região central do aglomerado. Para aglomerados com um núcleo denso e frio, o meio é tão espesso que é esperado que as galáxias percam todo o gás de uma só vez. Já para aglomerados sem um núcleo frio, com um meio intra- aglomerado mais tênue, o processo ocorre em etapas.

De acordo com Ruggiero, cientistas ainda não sabiam exatamente o que acontece com uma galáxia ao cruzar um aglomerado. “Ela ainda possui gás no final? Quanto deste gás será convertido em estrelas? Nosso trabalho fornece respostas bem claras a essas perguntas”, diz o pesquisador. Agora resta aos astrônomos observar galáxias em ambientes superpovoados no universo real e verificar se as previsões das simulações computacionais se confirmam.

O artigo científico com os resultados da pesquisa será publicado na edição de julho da revista inglesa Monthly Notices of the Royal Astronomic Society.

Link para o artigo:
https://academic.oup.com/mnras/article-lookup/doi/10.1093/mnras/stx744

Informações para contato:

Dr. Thiago Signorini Gonçalves, Coordenador de Imprensa da Sociedade Astronômica Brasileira
tsg@astro.ufrj.br
(21) 98768-0041



13 de abril de 2017 Thiago Signorini Gonçalves0

Nota de falecimento

A SAB lamenta o falecimento de Gary Steigman, 76 anos, no último dia 9 de abril em Columbus, OH. Gary deixa sua mulher e companheira de 37 anos, a professora Sueli Viegas; Cibele Aldrovandi, enteada; e Leonardo Aldrovandi, enteado, ambos brasileiros.
O Prof. Steigman era um acadêmico reconhecido internacionalmente. Ligado a diversos membros da Sociedade Astronômica Brasileira, era uma pessoa querida em nossa comunidade. Considerado um dos fundadores da física de astropartículas, suas contribuições ajudaram a estabelecer a assimetria matéria — antimatéria no universo, e ele foi um dos primeiros a combinar a cosmologia do universo primordial e as teorias unificadas da física de partículas elementares.
Lecionou em Yale, Cambridge, Stanford, Caltech e sobretudo na Universidade Estadual de Ohio (OSU), onde passou a maior parte de sua carreira como Distinguished Professor of Mathematical and Physical Sciences. O Prof. Steigman foi também professor visitante em Astrofísica em Cosmologia em diversas universidades na Europa e no Brasil, e professor emérito nos departamentos de Física e Astronomia da OSU.