SOCIEDADE ASTRONÔMICA BRASILEIRA

VISITAS ESCOLARES EM UM OBSERVATÓRIO ASTRONÔMICO: UMA ANÁLISE QUANTITATIVA (CP44)

Autores: 

Fernando Roberto da Costa Linhares (Universidade Federal de Minas Gerais) e Silvania Sousa do Nascimento (Universidade Federal de Minas Gerais)

Palavras-chave: 

ensino de astronomia, educação não-formal, divulgação cientifica, observatórios astronômicos, visitas escolares

Dentre os diversos temas que museus, centros de ciência e outros espaços de divulgação científica podem abordar, a Astronomia é uma das áreas que mais desperta curiosidade e fascínio em pessoas de todas as idades. Neste sentido, locais que promovem o ensino e a divulgação desta ciência, para diversos públicos, como os observatórios astronômicos, se tornam importantes como alternativas que contribuam para sanar as deficiências detectadas no ensino desta disciplina em espaços formais. No entanto, estes espaços possuem, na maioria das vezes, algumas características que acabam dificultando a sua utilização por parte da comunidade escolar, como o pequeno número dos locais destinados a esse fim, tendo em vista a grande extensão territorial do país; a falta de divulgação, fazendo com que muitos professores ainda não conheçam ou não saibam onde tais espaços estão localizados; e o restrito horário de funcionamento, geralmente noturno, que acaba prejudicando o acesso de muitas escolas. Ainda assim, o que se observa é uma grande procura por parte dos professores, que enfrentam todas as dificuldades impostas, inclusive toda a responsabilidade que eles se submetem ao realizar uma viagem escolar noturna em outra cidade. Sendo assim, esta pesquisa procurou realizar uma análise quantitativa das visitas escolares ao Observatório Astronômico Frei Rosário (OAFR), um importante local de ensino e divulgação e popularização de Astronomia, situado na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Tomando como base de dados todas as fichas de inscrição, referentes às visitas escolares que ocorreram no período de 1997 a 2009, foi possível fazer um levantamento estatístico das escolas visitantes e das visitas escolares no referido período, através do uso do software SPSS. Percebemos que o OAFR recebeu, em treze anos, 763 visitas realizadas por 370 instituições escolares diferentes. Através das fichas procuramos identificar a rede de ensino a que pertence as instituições escolares, a sua localização e o nível de ensino a que se refere a visita, assim como a freqüência e regularidade das visitas. A partir da análise estatística verificamos que as visitas escolares ao OAFR não dependem de fatores como o nível socioeconômico da instituição escolar, nem da presença da Astronomia no currículo. Por outro lado, constatamos que o fator distância parece ter alguma influência sobre a realização das visitas. Outro resultado que obtivemos foi que são mais comuns as visitas esporádicas em detrimento às visitas regulares. Dessa forma, o OAFR recebe um grande número de escolas que são muito freqüentes, porém pouco regulares. Através deste estudo, que é parte integrante de uma pesquisa de mestrado que investiga os objetivos diretos e indiretos que os professores atribuem à realização das visitas ao local, foi possível também discutir como e com qual finalidade estes espaços têm sido utilizados pela comunidade escolar, bem como outras questões relevantes a este campo de estudo, que ainda não foram muito exploradas por pesquisadores da área, de forma a indicar melhorias para o ensino de Astronomia em observatórios astronômicos, de forma a popularizar sua utilização por parte dos professores, e dessa forma, ampliar o potencial educativo desses espaços.

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