SOCIEDADE ASTRONÔMICA BRASILEIRA

ENSINO DE ASTRONOMIA: CONCEPÇÕES DE PROFESSORES EM FORMAÇÃO E EM SERVIÇO (CP29)

Autores: 

Marcos Daniel Longhini e Hanny Angeles Gomide (Universidade Federal de Uberlândia/ Faculdade de Educação, Universidade Federal de Uberlândia/ Programa de Pós-Graduação em Educação)

Palavras-chave: 

ensino de Astronomia, concepções de professores em formação, concepções de professores em serviço

Esta pesquisa tem como eixo central investigar concepções de professores em serviço e em formação inicial quanto a quatro aspectos centrais relativos ao ensino de Astronomia: quando ensinar, com o quê ensinar, onde ensinar e como ensinar. O primeiro, relativo a “quando ensinar Astronomia” contempla questões vinculadas ao currículo, no que diz respeito à sua distribuição ao longo da escolarização básica, além de sua presença nos cursos de formação docente. Os recursos necessários para se ensinar Astronomia estão presentes no segundo aspecto abordado: “com o que” se ensina Astronomia. Questões relativas aos espaços formais e não formais, cujo olhar está voltado para identificar a relevância que espaços específicos, como ambientes externos à sala de aula, assumem na concepção dos participantes, estão no terceiro aspecto: “onde ensinar” este conteúdo. Por fim, “como ensinar Astronomia” enfoca as estratégias metodológicas a respeito de como os conteúdos devem ser abordados. Os indivíduos pesquisados participaram de cursos de extensão por nós ministrados, relativos ao ensino de Astronomia, estando envolvidos nesta pesquisa, portanto, 34 sujeitos, sendo dezessete de cada grupo investigado. O primeiro grupo de participantes é formado por uma turma de licenciandos em Ciências Biológicas, futuros professores; o segundo grupo é formado por docentes de diferentes áreas do conhecimento. Cada grupo de participantes respondeu, em momentos distintos, ao instrumento de nossa pesquisa, que se constituiu em um questionário. Os dados quantitativos foram obtidos a partir de instrumento com 20 questões de múltipla escolha, por nós criadas, que perpassam os quatro eixos apontados. Os participantes opinaram sobre as idéias apresentadas, assinalando, para cada questão, seu nível de concordância, segundo uma escala Likert, com as seguintes opções: discordo totalmente; discordo parcialmente; indiferente; concordo parcialmente e concordo totalmente. Para cada questão do instrumento traçamos um comparativo entre os grupos participantes da pesquisa, sendo importante ressaltar que, apesar de agruparmos as questões por temáticas, no instrumento levado aos participantes, elas se encontravam mescladas.  A abordagem qualitativa partiu da análise destes dados, cruzando com a literatura por nós utilizada. Os resultados enfocam os aspectos relativos aos eixos centrais indicados, apontando em quais há maior ou menor concordância de respostas dos envolvidos, assim como as diferenças e semelhanças encontradas nos dois grupos pesquisados. Houve maior divergência nas respostas entre os grupos relacionadas com “o quê ensinar” e “como ensinar” Astronomia. No primeiro, os professores tendem a valorizar o emprego de recursos do cotidiano em oposição aos licenciandos; no segundo, professores não apresentam uma resposta consensual, ao passo que os licenciandos crêem em procedimentos preestabelecidos. Relativo aos outros dois eixos, “onde ensinar” e “quando ensinar”, as respostas apresentaram uma aproximação; no primeiro, ambos os grupos demonstraram forte crença que o ensino é melhor desenvolvido em espaços não formais. Quanto ao momento da escolarização no qual se deve ensinar Astronomia, os grupos concordam que deva ocorrer desde o início da Educação Básica e comungam que não o tiveram na formação inicial docente. Os resultados permitem-nos fazer algumas inferências e refletem em possibilidades de pensar ações formativas mais direcionadas às especificidades e crenças de cada grupo investigado, contribuindo para a melhoria do ensino de Astronomia.

Arquivo do Trabalho: 

application/pdf iconSNEA2011_TCP29.pdf

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