SOCIEDADE ASTRONÔMICA BRASILEIRA


A CONSTRUÇÃO DE UM ANTIGO INSTRUMENTO PARA NAVEGAÇÃO MARÍTIMA E SEU EMPREGO EM AULAS DE ASTRONOMIA E MATEMÁTICA (CO14)

Autores: 

Telma Cristina Dias Fernandes (Universidade Federal de Uberlândia/Faculdade de Educação), Marcos Daniel Longhini (Universidade Federal de Uberlândia/Faculdade de Educação)

Palavras-chave: 

astronomia, matemática, Balestilha, grandes navegações, atividades de ensino

São muitas as razões que justificam a importância de olharmos para o céu quando nos voltamos para o estudo de uma das mais antigas das ciências – a Astronomia. Provavelmente, a necessidade de medir o tempo despertou no homem o interesse pelos fenômenos astronômicos, como as fases da Lua, por exemplo, inspiração para o primeiro calendário entre os povos da Antiguidade. É fato, também, que a regularidade dos movimentos do Sol e de outras estrelas, o aparecimento dos cometas, os eclipses, dentre outros fenômenos, sempre atraíram a atenção do ser humano, que procurou entendê-los, na medida de seu conhecimento, e usá-los em seu favor, Assim o fizeram os antigos agricultores, ao planejarem a época da semeadura e da colheita, ou os navegadores, na orientação em suas longas viagens. Os séculos XV e XVI, período conhecido como a “Era das Grandes Navegações e Descobrimentos Marítimos”, em que os europeus, principalmente portugueses e espanhóis, lançaram-se nos oceanos com objetivos de, além de encontrar novas terras e riquezas, descobrir uma nova rota marítima e promover intercâmbio comercial com as Índias. Os riscos da navegação aumentavam à medida que os exploradores se afastavam da costa por períodos mais longos, fato que os levou a buscarem, nos conhecimentos ancestrais, respostas para diminuir os riscos, aperfeiçoando empiricamente a navegação astronômica no ocidente. Os esforços empreendidos, nesse período da história, possibilitaram o desenvolvimento de instrumentos náuticos, dentre os quais destacam-se a Balestilha, o quadrante e o astrolábio náutico. É especificamente sobre a Balestilha que esta pesquisa  irá tratar. A partir de sua construção, exploraremos sua utilização como ferramenta didática para o ensino de conceitos astronômicos e matemáticos.   É feita uma proposta de três atividades de ensino, as  quais envolvem temas de Astronomia e de Matemática. São feitas considerações sobre o uso de um instrumento histórico no ensino, o papel mediador do professor e a participação ativa do aluno diante do conhecimento veiculado ativamente por materiais didáticos.

Arquivo do Trabalho: 

application/pdf iconSNEA2011_TCO14.pdf

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